Antes de contratar uma operadora de seguros, é preciso avaliar alguns pontos que são fundamentais na hora da escolha. Acompanhe nosso artigo e saiba todos os cuidados que você deve tomar na hora de escolher um plano de saúde para você e sua família.

Infelizmente, com a precariedade que enfrentamos na saúde pública em nosso país, muitas vezes temos que recorrer aos planos de saúde particulares. No entanto, diante da grande quantidade de operadoras e de valores tão diferenciados, muitas vezes não sabemos como escolher um plano de saúde que se encaixe ao nosso perfil – e bolso.

Os tipos de planos de saúde

Existem basicamente três tipos de planos de saúde, ou três formas diferentes de adesão. São eles:

  • Plano individual ou familiar: Para esse tipo de plano a contratação é livre. Ou seja, você não depende de estar vinculado a nenhuma empresa ou de trabalhadores de classe.
  • Plano coletivo ou por adesão: Neste plano é necessário que você esteja vinculado a alguma entidade de classe ou sindicato. Nesse tipo de plano existe a vantagem de se conseguir valores diferenciados e mais vantajosos.
  • Plano coletivo empresarial: Neste plano é necessário um vínculo empregatício com a pessoa jurídica.

Como escolher um plano de saúde?

Como escolher um plano de saúdeAlgumas pessoas ainda têm dúvida quanto à necessidade de se pagar por um plano de saúde. No entanto, não podemos negar que com uma política de saúde pública tão debilitada, não nos resta melhor alternativa a não ser optar pela contratação de uma operadora particular.

Além disso, a grande demanda na Rede Pública acaba colocando o paciente em filas de espera intermináveis, o que pode representar sérias complicações. E embora haja muitas operadoras particulares que deixam a desejar, a competitividade e a concorrência entre operadoras ainda é um trunfo que o consumidor tem nas mãos.

Mas para que o consumidor possa se valer de seus direitos, é preciso conhecê-los antes mesmo de partir para uma contratação. Portanto, antes de escolher um plano de saúde, você deve considerar alguns pontos fundamentais. Veja quais são eles:

Cobertura e acesso

Ao escolher um plano de saúde, certifique-se de que haja cobertura hospitalar e de consulta em regiões próximas de onde você mora. Muitas vezes a pessoa acaba optando por um plano de saúde mais barato, mas cuja cobertura acaba  sendo de difícil acesso. Portanto, escolha por planos que tenham uma cobertura completa em sua região.

Outro ponto a ser avaliado é se você tem o hábito de viajar. Nesse caso, pode valer a pena você optar por um plano de cobertura mais abrangente.

Reajustes anuais

A ANS determina um índice máximo de reajuste para os planos individuais contratados adaptados à Lei dos Planos de Saúde. No entanto, essa determinação não inclui os planos de saúde dos planos coletivos, que são livres para fazer o reajuste a qualquer momento. Por isso, se você estiver optando por um plano coletivo, verifique quantas vezes houve reajustes nos últimos cinco anos.

Um detalhe importante é que os planos individuais e familiares possuem 2 tipos de reajuste: anual e por faixa etária. Já os planos coletivos possuem 3 tipos: anual, por faixa etária e por sinistralidade (frequência de uso dos serviços).

Reajustes por faixa etária

É direito das operadoras de plano de saúde promoverem reajustes por faixa etária. Portanto, antes de assinar um contrato, verifique todos os valores de faixas etárias e, principalmente, compare-as com outras operadoras. Algumas pessoas observam os valores apenas de sua faixa etária atual, tendo uma verdadeira surpresa no momento do reajuste.

Condições de portabilidade de carências.

Carências são os prazos que o consumidor deve aguardar até ter acesso a determinados procedimentos. No entanto, em casos de portabilidade, o prazo de carência não precisa mais ser cumprido. Vale lembrar que a portabilidade é um direito nos planos individuais e familiares ou nos planos coletivos por adesão. No entanto, para ter esse direito, é necessário que o consumidor tenha cumprido um período de 2 anos no plano atual. Esse período passa a 3 anos em casos de doenças preexistentes.

O que vale é o contrato

Não podemos ignorar o fato de que alguns corretores de plano de saúde, a fim de cumprir com sua meta de vendas, nem sempre fala tudo o que devemos saber. É muito provável que alguns detalhes sejam “esquecidos” ou omitidos na hora de se apresentar o plano.

Portanto, pra evitar dores de cabeça, peça ao corretor um prazo para ler todo o contrato e faça-o minuciosamente antes de assinar. Lembre-se de que o contrato é o único que garante os seus direitos.

Carência

Os períodos comuns de carência são:

  • 24 horas para urgência e emergência
  • 180 dias para internações, cirurgias e procedimentos de alta complexidade
  • 300 dias para parto

Existem operadoras que podem até oferecer prazos menores. No entanto, verifique se isso realmente consta em contrato.

Procedimentos obrigatórios aos planos de saúde

Para quem não sabe, todos os contratos assinados a partir de janeiro de 1999 estão cobertos por uma determinação legal, que estabelece um rol de procedimentos obrigatórios que devem ser cobertos pelos planos de saúde. Tais procedimentos são estabelecidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), e incluem exames, cirurgias e outros procedimentos. Alguns deles são:

  • Atendimento de urgência e emergência sem carência
  • Partos
  • Pré natal com obstetra
  • Ultrassonografia obstétrica
  • Tratamento para Câncer
  • Radioterapia
  • Consultas com todas as especialidades descritas pela ANS
  • Exames laboratoriais

Você pode consultar outros procedimentos obrigatórios na própria página da ANS, ou acessá-la aqui.

E então, você ainda tem dúvidas sobre como escolher um plano de saúde? Pois se esse artigo foi útil para você, não deixe de compartilhá-lo com seus amigos nas redes sociais.